dois poemas: b. bayo e tony e. afejuku

Atualizado: 27 de jan.


Romare Bearden, “Early Morning,” 1964
 

Nesta semana a a sobinfluencia promove o encontro das colunas Conatus e Harlem, com a tradução de dois poemas de autores africanos publicados na Okike, An African Journal of New Writing, números 9 (dezembro de 1975) e 21 (julho de 1982), respectivamente. B. Bayo foi professor na Escola Primária Mayflower, em Ikenne, Nigéria, e Tony E. Afejuku foi professor de literatura na Universidade de Benin, na Cidade de Benin. I Live on the Tail-End of the World i live, i live i live i know i live who says he is not sure i live? who says he doubts i live? who says he is not certain? who says he cannot be sure? i live . . . i know i live i live like a piece of rag i live like the remnant of hope i live like an amputated tail, on the tail-end of life eating away at the orange-peels of life and its sapless coats of thorny bananas pecking away at its stray crumbs of bread gobbling away at the vomited mess, of the fortunate friends of fate - on the tail-end of the world - who says i do not live? on the tail-end of life? Eu Vivo no Fim do Mundo - B. Bayo Eu vivo, Eu vivo Eu vivo Eu sei que Eu vivo. quem diz não saber que Eu vivo? quem diz duvidar que Eu vivo? quem diz não ter certeza? quem diz que não pode ter certeza? Eu vivo... Eu sei que Eu vivo Eu vivo como um pedaço de trapo Eu vivo como um fio de esperança Eu vivo como uma cauda amputada, na traseira da vida comendo a pele de laranja da vida e a as cascas sem seiva de bananas espinhentas ciscando as migalhas dispersas de seu pão devorando a bagunça vomitada dos amigos afortunados do destino – no fim do mundo – quem diz que Eu não vivo? no fim da vida? Land Song We own this land And the swamps The palms And the mangroves; We'll die defending them. The judges may have their pockets swelled And the courts wring the neck of justice We own this land The soil is ours And the palms The mangroves And the swamps; We'll die in their defence Our shark brothers may sneak around And soften official palms We own this land The raped land will be chastened and restored And the mangroves The palms And the swamps; We'll live for them Canção da Terra - Tony E. Afekuju Somos donos desta terra E dos pântanos Das palmeiras E dos manguezais; Morreremos a defendê-los. Os juízes talvez tenham inchado seus bolsos E as côrtes torcem o pescoço da justiça Somos donos desta terra Seu solo é nosso E as palmeiras E os manguezais E os pântanos; Morreremos em sua defesa. Nossos irmãos tubarões podem espreitar E amaciar as palmas oficiais Somos donos desta terra A terra estuprada será castigada e restaurada E os manguezais E as palmeiras E os pântanos; Vivemos para eles.

 

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