porque apoiar uma campanha de financiamento coletivo

Atualizado: 10 de mar.





A primeira obra a ser lançada pela coleção Rastilho é a "Do anarquismo ao pós-anarquismo", do teórico político britânico Saul Newman. Newman é professor da Goldsmiths College, de Londres, e trabalha sob a perspectiva de um "pós-anarquismo" como termo abrangente relativo a autores que leem o anarquismo clássico do século XIX à luz de contribuições pós-estruturalistas, perspectiva que foi popularizada a partir de "From Bakunin to Lacan", de 2001, que promoveu uma crítica a conceitos próprios ao ambiente do século XIX.


A coleção Rastilho é organizada por Lucas Piccinin Lazzaretti, doutor em filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), tendo sido visiting scholar na Hong-Kierkegaard Library no St. Olaf College em 2014 e 2017, e Fellow para entre 2018/2019, em conjunto com a sobinfluencia edições.


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Porque apoiar uma campanha de financiamento coletivo realizada por uma editora independente


1. Ao apoiar o financiamento coletivo de iniciativas independentes, você ajuda a viabilizar trabalhos pensados fora da lógica mercadológica operante, que se impõe por meio da criação de monopólios de grandes editoras/livrarias, há tempos comercialmente estabelecidas. Isto significa apoiar materialmente trabalhos que vão de encontro a este pensamento, projetos que, de uma maneira ou de outra, procuram resistir aos mecanismos de funcionamento do mercado em geral, e do mercado editorial, em específico.


2. A publicação não é um fim em si, vez que o financiamento coletivo é capaz de permitir a elaboração do conceito, da forma, do material e de tudo que compõe e atravessa o objeto-vivo livro. O financiamento coletivo permite uma remuneração adequada às trabalhadoras e trabalhadores, além de permitir que muitas das restrições materiais sejam eliminadas por completo, possibilitando o amplo desenvolvimento das capacidades criativas da editora. Por meio de um controle antecipado de gastos, a editora é capaz de oferecer o que há de autêntico em seu processo de reflexão sobre o próprio trabalho e, consequentemente, sobre a obra que será publicada.


3. O processo de resgate da memória e da história de textos e autores não pode ser definido pela pauta do mercado, existem urgências e necessidades que não podem ser substituídas por tendências e efemeridades, o papel das pequenas editoras é o de superar, no melhor sentido dialético do termo, a lógica da produção em série de objetos-livros e propor leituras inéditas e de profundidade, que preservem em cada uma de suas publicações, o material inflamável de que é feita nossa história.


4. O financiamento coletivo permite que editoras independentes consigam sustentar e viabilizar seu trabalho levando em consideração a solidariedade, e não do acúmulo, requisitado de antemão pelo mercado. O financiamento existe não para acumular valores, mas para ser uma iniciativa comunitária de construção de ideias, encontros e práticas de vida que não se voltem meramente para criação de valores monetários. Criamos, assim, um acordo que não se pauta em nenhum excedente, mas que é firmado no apoio.


5. O financiamento coletivo permite uma interação maior entre produtor/editor e público/leitor. Ao apresentar seu projeto, as editoras se abrem a um campo de discussão maior. Expondo, até certo ponto, seu modo de produção editorial, tornam-se acessíveis por conta de sua transparência, que permite dissolver as barreiras entre pessoas que trabalham na edição do livro e pessoas que trabalham em sua leitura. Além do mais, esta proximidade permite que se tenha maiores informações sobre o projeto que se decide apoiar.

 

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